SIPAT 2025: Equipe da Rede Hemo participa de palestra sobre atualizações da Norma Regulatória 1

(13/08/2025) Dando sequência à Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat) de 2025, o doutor em Segurança e Saúde Ocupacional, Edison Sampaio, trouxe palestra sobre a Norma Regulatória 1 (NR1), documento editado pelo Ministério do Trabalho voltado para a prevenção de acidentes e doenças no ambiente corporativo. As discussões da tarde da última quarta-feira, 13, giraram em torno da construção de uma rotina profissional que previne e ameniza danos de possíveis ocorrências. "Ao invés de combater os sintomas, vamos trabalhar na causa. A prevenção se coloca como caminho mais seguro, barato e eficiente na construção de um ambiente corporativo saudável", afirmou o palestrante.

Edison explica que o encontro do dia 13 teve como foco os fatores de risco psicossocial no trabalho, aqueles associados ao modo operatório da empresa ou instituição, como carga horária, nível de demanda, estilo de gestão e relações interpessoais. Por mais que existam contrapartidas concretas por parte dos empregados, o especialista é categórico ao afirmar que “a responsabilidade pela segurança do trabalho, por um ambiente de trabalho seguro e saudável, é, sobretudo, da organização, da empresa”.

Quando um colaborador tem uma visão negativa sobre o ambiente de trabalho, pontua Edison, existe um aumento no nível de estresse, e “esse sofrimento é um fator de risco para uma série de doenças mentais, físicas e sociais”. Em caso de algum tipo de violência, a recomendação para o colaborador, independente da instituição que compõe, é “recorrer internamente aos instrumentos que já existem, como ouvidorias, serviços ou comissões de prevenção de acidentes e assédio no espaço de trabalho”.

O técnico em Segurança do Trabalho do Hemocentro Coordenador Estadual De Goiás Prof. Nion Albernaz - Hemogo, Renner Cássio, explica que as atualizações recentes da NR1 impõem novos critérios nos planos e programas de prevenção de acidentes das empresas/instituições. Anteriormente, apenas os riscos físicos, químicos e biológicos das ocupações eram considerados, mas nas duas últimas atualizações do texto, análise dos riscos ergonômicos ,de acidentes e psicossociais passam a ser exigidos.

“Se a gente cria um ambiente de trabalho mais seguro, mais saudável, isso vai refletir no atendimento ao usuário”, concluiu Renner.

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